Colónia Penal

Teatro

Teatro
COLÓNIA PENAL
de Jean Genet

5 a 22 JULHO

5 a 17 de Julho – Segunda e Terça 18.00 | Quarta a Sábado 21.30
18 a 22 Julho – Quarta a Sábado 21.30 | Domingo 17.00
12€ . 6€ (-25 +65 e profissionais do espectáculo) . 5€ (portadores do cartão de amigo e quarta-feira, dia do espectador)

Colónia Penal ( Le Bagne ) é uma peça inacabada de Jean Genet, que chegou também a ser um guião de cinema, e que foi por ele escrita e reelaborada ao longo 15 anos, entre 1942 e 1964. É um "verdadeiro santuário do seu Imaginário", no dizer de Michel Corvin, que fez a edição da peça para a coleção Folio-théâtre, e por nós traduzida nessa versão.
Trata-se de uma sucessão de cenas - de quadros, mais propriamente dito - com um ténue fio narrativo, ligadas pela presença de um punhado de personagens, utilizando diversas formas de expressão literária, desde o poema em prosa ao guião cinematográfico, passando, e baseando-se, nele evidentemente, pelo discurso dramático. É, sem dúvida o texto onde o Autor mais se aproxima de um texto dramático de expressão "globalizante" que ele procurou nos últimos anos da sua vida. Numa carta a Bernard Frechman, considerava-a a sua melhor peça, dizendo que se tivesse chegado a publicá-la, " ficaria "dez anos sem escrever".
Com efeito, está nela contida uma súmula da temática e do estilo genetianos: a prisão e o degredo como paraíso sonhado e perdido; a idealização de uma vida essencializada pela proximidade da morte; a exaltação do crime como meio dela se aproximar; a guilhotina como objeto santificador; o herói concebido como um banido, que espera esse gesto de sublimação e de libertação. Neste caso, a colónia penal, o degredo, é um espaço idealizado, onde a morte ou a aproximação dela, se torna como tema sempre presente e liga todas as personagens. O próprio Autor assume essa idealização quando diz: "... repito que este discurso pretende ser um poema [...]. A sua finalidade não é apresentar o mundo exterior, a descrição de uma colónia real, existindo verdadeiramente num lugar geográfico preciso e habitado por forçados que ainda vivem, ou de personagens copiadas, decalcadas sobre criminosos reais. A imaginação do autor cria, pois, a partir da sua única sensibilidade, um universo arbitrário [...] um universo arbitrário, mas não incoerente ." Nesse espaço idealizado e fechado, autónomo, longe do mundo, perdido num deserto, onde vive uma sociedade de excluídos, movimentam-se os degredados, os guardas e os administradores da prisão, todos lúcidos e alienados pelos seus sonhos, destacando-se, como elemento aglutinador, os forçados Rocky, Ferrand e Forlano. Há em todas esses condenados uma exaltação do abjeto, contrastando com os guardas negros que, não condenados à morte, parecem ter uma visão mais luminosa da realidade.
O discurso, com uma notável densidade poética, marcadamente erotizada, contribuindo ainda mais para essa idealização das personagens, fornecendo-lhes uma aura de excecionalidade, aproxima-se da audácia provocadora dos seus romances, pela brutalidade da linguagem, surpreendendo o leitor / espectador pelas associações verbais inverosímeis, desconstruindo sistematicamente as categorias morais do universo burguês, fruto de uma subjetividade exacerbada, barroca, implicando todo o tempo um minucioso trabalho de descodificação.
Luís Lima Barreto

Texto de JEAN GENET, Encenação: ANTÓNIO PIRES, Tradução: FÁTIMA FERREIRA e LUÍS LIMA BARRETO, Interpretação: LUÍS LIMA BARRETO, JOÃO BARBOSA, HUGO MESTRE AMARO, RAFAEL FONSECA, GIO LOURENÇO, IGOR REGALLA, DAVID SPÍNOLA, JOÃO MARIA, FRANCISCO VISTAS, CHRISTIAN MARTINS. Cenografia: ALEXANDRE OLIVEIRA, Figurinos: LUÍS MESQUITA, Caracterização: IVAN COLETTI, Luz: RUI SEABRA, Assistente de iluminação: CLÁUDIO MARTO, Música: PAULO ABELHO, Assistente de som: GUILHERME ALVES, Construção de cenário: FÁBIO PAULO, Pinturas: CARINE DEMOUSTIER, Ilustração : JOANA VILLAVERDE, Filmes : JOÃO BOTELHO, Imagem : RODRIGO ALBUQUERQUE, Som: PAULO ABELHO, Edição : EDGAR ALBERTO, Vítimas : MÁRCIA BREIA, FRANCISCO TAVARES, JAIME BAETA, CAROLINA CAMPANELA, GUILHERME ALVES, Direcção de Produção : IVAN COLETTI, Administradora de Produção : ANA BORDALO, Comunicação: MARIA JOÃO MOURA, Produtor: ALEXANDRE OLIVEIRA, Produção: AR DE FILMES / TEATRO DO BAIRRO.
Dur.Aprox. : 100 m . M/16

O Teatro do Bairro

O Teatro Bairro        Cartão de Amigo

Situado em pleno Bairro Alto, na Rua Luz Soriano, nº 63, o Teatro do Bairro ocupa o espaço onde durante décadas funcionou a rotativa do Diário Popular, mesmo ao lado da Escola de Música do Conservatório Nacional. Inaugurado em 2011, foi um marco no percurso artístico da Ar de Filmes - produtora de teatro e cinema que o adquiriu - criando assim um diálogo direto e permanente com o seu público, abrindo ainda caminho para a fidelização de novos espectadores. Sob a direção do produtor Alexandre Oliveira e do encenador António Pires, funciona, por um lado, como a casa das criações artísticas da Ar de Filmes e da sua companhia de teatro e, por outro, como espaço de acolhimento de pequenas estruturas que, não tendo lugar nos grandes teatros municipais da cidade, não teriam onde apresentar os seus espetáculos. A par das propostas de acolhimento, estabeleceram-se ainda protocolos de intercâmbio com estruturas de outras zonas do país, que prevêem o acolhimento anual de, pelo menos, uma produção dessas companhias no Teatro do Bairro e vice-versa. São exemplos destes intercâmbios a Ao Cabo Teatro (do Porto, com direção artística de Nuno Cardoso) e o Teatro da Terra (de Ponte de Sor, com direção artística de Maria João Luís).

O interesse da abertura do Teatro do Bairro para a cidade não se esgota, no entanto, no projeto artístico da Ar de Filmes. Localizado num local histórico de fruição artística por excelência, proporciona também o convívio entre diferentes artes performativas contemporâneas, com uma programação plural e abrangente que garante a circulação de diferentes artistas e públicos. Desenvolvemos as nossas próprias produções, mas acolhemos também espetáculos de outros criadores de teatro, e ainda de música, cinema e dança. Acreditamos que a programação interdisciplinar que praticamos, incrementada na nossa própria criação, promove trocas e contaminações desejadas, que enriquecem todos os intervenientes. Criámos em Lisboa uma nova sala de teatro, uma nova sala de cinema, uma nova sala de concertos, um novo espaço de tertúlia e um novo local de encontro dos cidadãos com as diferentes artes e os seus criadores.

Seja bem-vindo ao Teatro do Bairro!

Visite também o site da Ar de Filmes

Cartão de Amigo

O Teatro Bairro    Cartão de Amigo     Ficha de Adesão

O Cartão de Amigo do Teatro do Bairro atribui um desconto de 50% em todos os eventos e espetáculos, sendo que o preço mínimo a pagar por bilhete é sempre de 5€ (cinco euros). O desconto é feito mediante a apresentação do cartão na bilheteira e não é acumulável com outros descontos em vigor. O Cartão de Amigo do Teatro do Bairro tem um custo de 10€ e é válido durante 12 meses. A adesão faz-se na bilheteira do Teatro do Bairro.

Regulamento

1 - O Cartão de Amigo do Teatro do Bairro é emitido pela Ar de Filmes e visa atribuir um desconto de 50% na aquisição de bilhetes para os eventos e espetáculos no Teatro do Bairro, sendo que o preço mínimo a pagar por bilhete é sempre de 5€ (cinco euros).

2 - O desconto obtido através do Cartão de Amigo do Teatro do Bairro não é acumulável com outros descontos em vigor.

3 - O desconto atribuído pelo Cartão de Amigo do Teatro do Bairro não tem qualquer valor monetário, sendo expressamente proibida a sua venda ou troca por dinheiro.

4 - Sempre que pretenda usufruir do desconto do Cartão de Amigo do Teatro do Bairro, o seu titular deverá fazer essa menção no ato da compra do bilhete, apresentando também o cartão.

5 - O Cartão de Amigo do Teatro do Bairro é válido apenas quando apresentado na bilheteira do Teatro do Bairro, na Rua Luz Soriano, nº 63 ou na Rua dos Caetanos, nº 26, no caso de eventos com venda de bilhetes nesta entrada.

6 – O Cartão de Amigo do Teatro do Bairro pode não ser válido, excecionalmente, para eventos devidamente identificados no programa.

7 - A adesão ao Cartão de Amigo do Teatro do Bairro é feita exclusivamente na bilheteira do Teatro do Bairro, na Rua Luz Soriano, nº 63, mediante o preenchimento de uma ficha de adesão e o pagamento de uma anuidade no valor de 10€ (dez euros), já com IVA incluído à taxa legal em vigor.

8 – A adesão ao Cartão de Amigo do Teatro do Bairro não pode ser feita na entrada da Rua dos Caetanos, nº 26.

9 - No ato de adesão ao Cartão de Amigo do Teatro do Bairro é emitido um documento provisório igualmente válido, que poderá ser utilizado de imediato para usufruir do desconto.

10 – Logo que o Cartão de Amigo do Teatro do Bairro estiver disponível, o seu titular será informado por email, podendo levantá-lo posteriormente no Teatro do Bairro, dentro do horário de funcionamento da bilheteira.

11 – Os dados pessoais dos titulares do Cartão de Amigo do Teatro do Bairro serão utilizados única e exclusivamente para divulgação da programação do Teatro, caso assim o desejem, garantindo a Ar de Filmes a sua total confidencialidade.

12 – Os titulares do Cartão de Amigo do Teatro do Bairro receberão, via e-mail, convite para a estreia de todos os espetáculos de teatro produzidos pela Ar de Filmes com apresentação no Teatro do Bairro, sendo esse convite sujeito a confirmação telefónica, mediante a lotação da sala.

13 - O Cartão de Amigo do Teatro do Bairro tem a validade de um ano, podendo ser renovado na bilheteira do Teatro do Bairro.

14 – A renovação do Cartão de Amigo do Teatro do Bairro por mais 12 meses implica o pagamento de nova anuidade no valor de 10€ (dez euros), já com IVA incluído à taxa legal em vigor.

15 - O Cartão de Amigo do Teatro do Bairro é pessoal e intransmissível, pelo que poderá ser exigido ao titular a apresentação de um documento identificativo.

16 - Para ser considerado válido, o Cartão de Amigo do Teatro do Bairro deverá ser mantido em bom estado de conservação, não podendo estar ilegível nem danificado.

17 - A Ar de Filmes reserva-se o direito de anular a um titular o Cartão de Amigo do Teatro do Bairro, caso seja detetada fraude ou utilização indevida.

18 - A Ar de Filmes não se responsabiliza por eventuais extravios do Cartão de Amigo do Teatro do Bairro.

19 - A adesão ao Cartão de Amigo do Teatro do Bairro pressupõe o conhecimento e a aceitação na íntegra deste regulamento.

A Companhia

Teatro do Bairro

 

A Companhia    Para Digressão   Histórico da Companhia

 

Com a abertura do Teatro do Bairro em 2011, criou-se também uma nova companhia de teatro, que nasce já com oito espetáculos no curriculum e uma experiência de sete anos de produções: a Companhia Teatro do Bairro. O grupo de autores, atores, técnicos e colaboradores que, ao longo dos anos, foram trabalhando com a Ar de Filmes - nomeadamente nos seus projetos teatrais - encontrou finalmente uma casa onde pode sedimentar e desenvolver o seu trabalho de forma regular e continuada. A gestão própria dos timings de ensaios e das temporadas das suas criações, sem os habituais constrangimentos inerentes aos calendários sempre muito preenchidos das tradicionais salas de espetáculos, possibilitou assim a consolidação desta companhia teatral, através de uma reflexão ininterrupta que contagia as criações e afirma o caminho artístico previamente traçado. Na direção artística da Companhia Teatro do Bairro está António Pires, que tem desenvolvido um trabalho que se poderia designar como "Teatro Coreográfico" - onde o texto e as imagens se fundem como se de uma coreografia se tratasse. Ao longo do seu percurso artístico, tem apresentado trabalhos a convite de várias entidades, mas é na Companhia Teatro do Bairro que desenvolve o seu trabalho autoral como encenador.

Atualmente, a Companhia do Teatro do Bairro conta com 14 colaboradores fixos, dos quais fazem parte quatro atores que integram regularmente os seus elencos, aos quais se juntam habitualmente atores convidados.

Veja aqui o histórico da Companhia

Veja aqui as encenações de António Pires

A Companhia

do Teatro do Bairro

 

A Companhia   Para Digressão

 

MANA, SOLTA A GATA

a partir do universo de Adília Lopes

Duas mulheres gordas. Muito gordas. Tão gordas que andam devagar. Quase não andam. Mas andam e dizem as coisas que a Adília Lopes escreveu, bem devagar. O espectáculo é uma coreografia oriental lenta. Mas só tem 1h30 e, por isso, passa-se rápido. Têm muito que fazer. Há um homem. É mau. Usa botas, cartola e bigode antigo em W. O homem guarda o espaço onde as mulheres fazem o que têm de fazer. Às vezes parece um domador de mulheres gordas. Nada disto é grotesco. Nem o movimento, nem a actuação. É hiper-realista. E tem música a pontuar toda a coreografia. Por isso, “Mana, Solta a Gata” é um Musical Hiper-realista.

Adaptação, dramaturgia, concepção cénica e encenação: António Pires | Com: Hugo Mestre Amaro, João Araújo, Rafael Fonseca | Figurinos: Luís Mesquita | Desenho de Luz: Vasco Letria | Apoio Coreográfico: Paula Careto | Costureira: Rosário Balbi | Adereços: Carla Freire | Ilustração: Joana Vilaverde | Assistente de Encenação: Tomás Nolasco | Administração Financeira: Ana Bordalo | Assessoria de Imprensa: Isabel Marques | Coordenação de Produção: Andreia Luís | Produtor: Alexandre Oliveira | M/14
estreia no Teatro do Bairro
digressão ao Teatro Municipal Joaquim Benite (Almada).

 

 

Pedido de Informações

Contactos

 

Teatro do Bairro

Rua Luz Soriano, 63 (Bairro Alto),1200-246 Lisboa, Portugal

RESERVAS* APENAS POR TELEFONE
21 347 33 58 ou 91 321 12 63 (15h - 19h)

 

VENDAS e LEVANTAMENTO DE RESERVAS*
Na bilheteira, uma hora antes do espetáculo


* Fazemos reservas apenas para espectáculos de teatro e dança.
* As reservas devem ser levantadas até 15 minutos antes da hora do espectáculo

 

Para propostas de acolhimento, envie e-mail para
teatrodobairro.geral@gmail.com

 

ACESSOS
Metro: Baixa-Chiado (linhas verde e azul)
Autocarros: 758 e 790 . Elétrico: 28 . Elevador: Bica
Estacionamento: Parques do Largo de Camões e Calçada do Combro

 

Ar de Filmes, lda

Rua da Cova da Moura nº2, 4º Dto, 1350-117 Lisboa , Portugal
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